Agora vai ter poesia.
"Quantas vezes a gente, em busca de aventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!"
Mario Quintana
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tínhamos um vizinho, ou melhor,uma vizinha, uma senhora meio gordinha, de cabelos curtos e cara de fofoqueira, e que tinha um cachorro barulhento chamado tango. ela varria a calçada várias vezes ao dia e discretamente empurrava as folhinhas de uma arvorezinha que vivia na frente da sua casa, para a minha calçada. Muitas vezes reclamei porque quando ia abrir o portão estava aquele montinho de folhinhas na rampa da garagem. aí, a mãe da vizinha, uma velhinha que nunca aparecia, morreu. e um dia acordamos sem a vizinha do lado, havia se mudado. respirei aliviada. não havia mais folhas sujando a minha calçada.
e chegou o novo vizinho. sua primeira providência foi mandar cortar a arvorezinha, me lembro até hoje. foi numa manhã de domingo, dessas ensolaradas. chegou um cara com uma motosserra e em uma hora derrubou a arvorezinha que levou tantos anos para crescer,que estava lá, frágil,balançando ao vento e aproveitando o calor do sol. quando ví aquela tamanha brutalidade fiquei arrasada, chorei com pena. depois ele mandou arrancar todas as plantas do jardim,passou cimento por cima, construiu um muro que parece uma fortaleza e colocou um alarme que dispara toda madrugada quando o infeliz chega em casa e me acorda. ah! que saudade da minha vizinha com sua arvorezinha!
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2:21 PM
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Domingo, Novembro 16, 2008 <
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andar pelas ruas de aracaju em manhã de domingo é presenciar um espetáculo de beleza bucólica indescritível. saí de casa para ir na quitanda da esquina, andei bem devagar pela rua ainda só de casas,todas com suas calçadas imaculadamente limpas, as cadeiras nos terraços, as plantinhas nos vasos, algumas velhinhas sentadas,modorrentas,naquele calor do meio-dia que é aplacado por uma brisa suave e benfazeja. cheguei na quitanda onde sempre está se desenrolando alguma cena de "sem fôlego", com clientes exaltados discutindo algum assunto polêmico com a dona, uma senhora magra, com cara de insana, que conversa pelos cotovêlos. comprei o molho de tomate, e resolvi dar a volta no quarteirão para passar na loja de conveniência do posto de gasolina para comprar sorvete, aí me lembrei da reportagem que li sobre a população de manhattan que faz tudo a pé, comprando sempre nas lojas das imediações de onde moram.cheguei em devaneios no portão de casa olhando para toda a rua silenciosa fazendo a sua "siesta" e pensei no dia em que construírem o primeiro edifício da minha rua.
posted by valeriana @
2:03 PM
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sou uma pessoa insone. raramente durmo bem. dormir para mim se tornou um bem tão precioso que lembro muito bem das noites bem dormidas. então, para um ser insone como eu, seria fácil dizer qual foi a noite mais bem dormida da minha existência. pois ela existe. lembro bem. foi uma noite muito especial, há muitos anos atrás. a noite em que perdi a virgindade. tinha 22 anos na época, e me lembro de todos os detalhes, inclusive que foi o sono mais tranquilo e mais repousante que já tive.
fui adolescente nos anos oitenta, e nessa época a gente ainda fingia que era virgem. ao contrário de hoje, ser virgem não fazia vergonha, não era nenhum defeito. estávamos entrando numa época em que viver sua sexualidade era uma coisa normal, transar com o namorado era uma coisa normal. depois deixou de ser normal para ser obrigação. ser virgem hoje em dia é motivo de vergonha. não é dado a mulher esse direito de escolha. um dia desses eu estava no cabelereiro e uma menina de uns 20 anos estava no celular contando para uma amiga que havia ido para cama com três caras em uma noite. fiquei ouvindo a conversa. ela contava como se fosse uma vantagem enorme, e a amiga provávelmente estava morrendo de inveja. fiquei pensando: será que ela gozou? pelo menos teve três oportunidades. desses três caras , algum ligou para ela depois? e se não ligou? e o que sobrou dessa noite tão agitada? uma periquita assada? comecei a rir sozinha com meus devaneios, então me lembrei dessa noite.
" éramos quatro amigos na faculdade. três meninas e um cara. duas já haviam transado com seus namorados e o cara estava descobrindo seu lado homossexual e tentando sair do armário, numa época em que os tabus ainda eram enormes. andávamos juntos e trocávamos idéias. só faltava eu. mas o problema é que estava sem namorado, como é que eu ia resolver isso. e olha que uma mulher quando quer dar, ninguém a demove. de repente, eis que entra na minha vida um ex, que já tinha virado passado, ressurge das cinzas e diz que quer me ver. me lembro como se fosse hoje, eu sentada na sala de aula da faculdade e uma colega minha me dizendo que fulano estava na cidade e tinha mandado um recado para mim, me lembro da excitação do momento, meu coração parecia que queria sair pela boca.
nos reencotramos, saímos juntos, ficamos naquela de pegação, e como eu estava no penúltimo ano de faculdade, combinamos que nas férias eu daria um jeito de viajar até a cidade onde ele morava e passaríamos uns dias juntos. procurei um professor meu que era ginecologista e disse a ele que iria iniciar minha vida sexual, me lembro da expressão do rosto dele, era de respeito. então ele me prescreveu um anticoncepcional e depois de um mês. viajei, me hospedei no apartamento do ex, e numa noite de chuva, fomos a um motel e lá perdi minha virgindade. foi um momento muito legal, sem trauma, tudo feito com calma, com segurança. eu sabia muito bem o que queria. na época estava apaixonada por ele, e não poderia ter escolhido momento melhor, mas não tinha pretensão nem de longe de me casar ou coisa parecida. estava iniciando uma nova etapa na minha vida e aquela era a porta que eu iria abrir.saímos abraçados e fomos comer pizza. depois fomos para casa, e dormi a melhor noite da minha vida. no outro dia acordei e me olhei no espelho, me achei linda, estava muito feliz. mas isso já faz muito tempo, porém é uma lembrança que guardo com muito carinho. um tempo desse depois que minha mãe morreu, tentei contato com várias pessoas que fizeram parte do meu passado e que conheciam minha mãe. mandei um e-mail para ele, mas nunca recebi resposta. não sei se ele pensou como todo macho que se preza que eu queria um revival ou teve vergonha de me encontrar, sei lá. fiquei triste, pois não era nada disso. o tempo passou, conheci muitas pessoas, casei, tive filhos, consegui que o tempo não descesse sua foice sobre mim, e me mantenho segundo as más línguas muito bem obrigado, mas... deixa prá lá. essa é uma parte da minha longa história. um outro dia quando eu estiver inspirada escrevo mais.
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7:36 PM
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Segunda-feira, Agosto 18, 2008 <
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minha vida vai mudar radicalmente de novo. só me resta observar. enquanto arrumo as malas para sair o mais rápido possível dessa cidade, penso que as universidades brasileiras vão demorar muito a melhorar a qualidade de ensino enquanto concursos com cpf forem realizados. é uma vergonha! me preparei, gastei dinheiro para alugar um datashow que nem abri, me preparei muito, e no final tirei uma belíssima nota cinco, sem nem chance de passar para a segunda etapa, os três examinadores idôneos me deram 5,5 e cincooooooo! Uma prova e 09 páginas com referências e tudo mais. Cinco. Aliás, para parecer mais honesto, um me deu 5,3. aí fico pensando se terei que me esforçar para fazer um concurso com cpf, aí eu entro . Meus concorrentes já pré-aprovados nem currículo lattes tem. prá quê currículo lattes. o currículo são membros desonestos, estagnados de uma banca que insistem em postergar o esquema de seleção de concusos públicos da universidade federal. dos 05 candidatos eu era a única estrangeira. uma ilustre desconhecida, julgada por um bando de vermes que nem sequer abriram minha prova.
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11:40 PM
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Segunda-feira, Maio 26, 2008 <
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fazer uma visita ao museu de brennand, é passear por outro mundo. um mundo onírico, sensual , pervertido. as esculturas são extremamente primais, e trazem a tona o predador carnívoro e fornicador que existe dentro de cada um de nós. há escuridão, agonia, e no fim de tudo isso uma paz de guerreiro chegado do combate. fiz uma visita demorada, adorei a piscina que simula uma casa de banhos romana, o ovo primal, fantástico. aqueles jadins parecem pertencer a entidades de algum conto que beira o fantástico, e que a qualquer hora irão se apresentar a vc.
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8:52 PM
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Sexta-feira, Março 14, 2008 <
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nessas ocasiões seu estômago revira. uma coisa passional, violenta, um desejo tão intenso que se fosse levado a cabo lhe destruiria. sensação desconfortável. e a música toca no cd, e vc vagueia por porões da sua alma.
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8:41 PM
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seguir os riuais de sua fé. todo mundo tem fé, seja no que for mas tem. porém a fé de que falo nesse momento é a fé tradicional. durante muito tempo da minha vida fiquei sem frequentar a igreja. achava um saco ir a missa e ver muita gente que estava lá só para constar, aqueles sermões intermináveis do padre, aquele calor, etc. até que meu filho teve uma miocadite, não sei se comentei em algum post, se comentei não me lembro. bem, como todo católico acredito nos anjos e santos e não tenho o mínimo prurido de assumir isso. dizendo tal coisa deixo de ser cult e antenada, há, há, há ( rugas de preocupação). mas, continuando a história, fiz uma promessa para ir a missa toda semana,e coincidência ou não na mesma ocasião recebi um e-mail falando sobre a necessidade de seguir os rituais da fé de cada um. esse e-mail me tocou muito, e comecei a ir a missa. meu filho ficou curado graças a Deus. no começo ia por medo de não cumprir a minha parte no acordo, depois passei a prestar atenção nas coisas que aconteciam durante a cerimônia. as pessoas que iam à igreja, o sermão do padre, os cânticos. então comecei a levar o negócio a sério. hj em dia vou por necessidade, porque cada semana tenho uma experiência diferente. já experimentei todos os horários: sete, dez, cinco da tarde e sete da noite. O mais legal é o de dez horas. a igreja tem pouca gente, está clara, ventilada, dá muita paz. ouvi sermões de padres cansados que não conseguiam mais transmitir muita coisa, sermões de padres sem convicção, padres jovens, cheios de esperança, com a espada flamejante na mão. muita coisa dita, alguma coisa aprendida, mas tem se tornado uma necessidade. a gente acha o máximo poder dizer que já fumou maconha, mas tem vergonha de professar a fé. virei crente não. continuo muito punk rock, mas plantei uma sementinha na minha alma que está germinando legal.
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9:52 PM
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Quinta-feira, Março 13, 2008 <
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Parece que esse blog virou um necrológico, mas é assim, as pessoas que um dia fizeram parte da minha vida se vão e acho que devo deixar alguma coisa registrada sobre elas aqui. Já falei de algumas pessoas que se foram , e agora ao chegar aqui em recife me deparo com a notícia de mais uma. seu "cuca" se foi. é seu "cuca". um eletricista que há anos fazia serviços na casa do meu primo. fez muito serviço na minha casa também. seu "cuca" morreu aos 62 anos de infarto. é, o pobre coração não aguentou a dura trajetória da sua vida. talvez se não fosse um cara tão legal e bem humorado, não teria durado tanto. analfabeto, pai de 14 filhos, não tinha nem registro de nascimento. é seu "cuca" morreu e nem existia. mas deixou lembrança boa na cabeça de muita gente. suas frases pragmáticas, cheias de sabedoria, sua cara meio indígena sempre com um sorriso na boca desdentada. é seu "cuca", vai com Deus, fazer instalação elétrica lá no céu para as estrelas brilharem melhor.
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9:00 PM
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10:35 PM
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Quarta-feira, Janeiro 16, 2008 <
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quando comecei esse blog escrevia muito. cheguei a aparecer naquelas listas dos 10 mais etc. depois fui diminuindo as postagens e hj em dia apareço por aqui como uma visita distante. mas mantenho ele porque sei que um dia voltarei a escrever, isso é só uma fase.
bem, o ano está terminando, e as pessoas ficam meio enlouquecidas como se tivessem que em poucos dias realizar tudo que não conseguiram o ano todo. é só uma data. tem aquele negócio da energia de transição e tudo mais, porém, é só uma data.
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1:08 PM
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Sábado, Novembro 17, 2007 <
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o blog continua aqui. apesar de postagens cada vez mais raras, mas enfim, ainda estamos aqui.
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1:01 PM
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8:02 PM
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Terça-feira, Agosto 07, 2007 <
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ando com um hábito diferente. quando saio para trabalhar de manhã, ligo o rádio do carro e vou ouvindo as notícias. antes detestava esses programas, mas descobri que podem ser de utilidade pública. mas hoje, especialmente hoje, ao sair para trabalhar, liguei o rádio e ouvi a notícia de que uma carreta havia se chocado com uma van na entrada da cidade e feito duas vítimas fatais, com outros tantos feridos. passei o dia pensando nisso. na efemeridade da vida. o cara sai para trabalhar e num segundo... acabou. encerrou. só na próxima. quanta estupidez! no final da tarde, quando voltava para casa, parei na padaria, e desci do táxi pelo lado da rua, e não pelo lado da calçada. foi aí que a minha roupa enganchou. foi um segundo, apenas um segundo. suficiente para um jipe entrar em alta velocidade na rua. quando levantei os olhos, só vi os faróis. ele desviou e foi embora. fiquei parada em estado de choque. quanta coisa ainda por fazer, quanta gente ainda por amar e ser amada, ver meu filho crescer, conhecer outros países, envelhecer, ver meus netos um dia. bem, só posso agradecer a Deus por ter me poupado de ser mais uma notícia de rádio.
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8:00 PM
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pôxa, faz tempo que escrevi! mantenho esse blog hoje em dia, praticamente porque não tenho coragem de deletá-lo. tem muita coisa importante para mim escrita aqui. nesse tempo fiz muita coisa, assisti muito filme legal, escrevi uma porrada de posts na minha cabeça e não escrevi nenhum no blog, conheci novas pessoas, aprendi coisas, me arrombei com outras e estou por aqui novamente. quando estava agora diante do espelho passando hidratante, pensei no malabarismo que tenho que fazer para me manter cuidada. trabalho em nada menos que cinco locais diferentes, administro minha casa, resolvo todas as pendências desse domicílio desgovernado pela minha secretária, tento deixar meu filho nos trilhos, e ainda arrumar tempo para me cuidar, mas arrumo, e me sinto muito bem com isso.
enquanto me sento aqui para escrever, começo a passear pelo youtube e coloco alguns vídeos de músicas que marcaram a minha transição de infância para adolescência. tinha aproximadamente 11 anos, e fazia sucesso uma música chamada "automatic lover", pôxa, parece que foi ontem que eu ficava na sala da minha casa fazendo coreografias para essa música com uma colega minha. depois ouvi "dogs in yard". nessa época eu já tinha uns quinze anos e ganhei um disco compacto de um carinha com quem andava dando uns amassos, me lembro dele até hoje, porque nos encontrávamos em locais escondidos. depois a gente brigou e nunca mais se falou. encontrei com ele muitos anos depois, gordo, careca, preferia não ter encontrado, tirou um pouco da magia daquelas lembranças. mas é isso aí,
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6:07 PM
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Domingo, Junho 17, 2007 <
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vc está destruída, física e emocionalmente. quer colo, mas o colo não existe. vc não dorme, não relaxa, sua rotina diária é um verdadeiro pesadêlo, quem se aproxima de vc na maioria das vezes quer obter algum lucro, junto com a representação das condolências, está sempre um pedidozinho por trás. aí pego um táxi, e do nada o motorista me diz que a gente deve agradecer por tudo, até os momentos de infortúnio, porque no final do dia a gente tem para onde voltar e tem gente que não tem para onde ir. com seu português totalmente errado ele me falou estas coisas do nada, e quando desci do carro me disse que nossa senhora me abençoasse porque ela é a mãe de todas as mães. por alguns minutos esse homem me trouxe alívio. é assim, de onde vc menos espera é que vem.
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1:30 PM
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Terça-feira, Fevereiro 13, 2007 <
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